Três fatores que se somam
Genética
O lipedema se repete em famílias: mãe, irmãs e avós com o mesmo padrão de pernas. Estudos sugerem herança com participação de vários genes, e pesquisas recentes investigam subtipos genéticos e associações com outras condições, como a doença celíaca. Ter histórico familiar aumenta a suspeita diagnóstica.
Hormônios
Quase todas as pacientes são mulheres, e a doença começa ou piora em fases de mudança do estrogênio: puberdade, gestação, uso de anticoncepcionais hormonais e menopausa. Revisões confirmam a associação entre estrogênio e o desenvolvimento e a progressão do lipedema, embora o mecanismo ainda esteja em estudo.
O tecido adiposo doente
No lipedema, a gordura não é só "mais gordura". Há aumento do número e do tamanho das células adiposas, inflamação local de baixo grau, maior permeabilidade e fragilidade dos pequenos vasos (daí os hematomas), acúmulo de líquido no espaço entre as células e, com o tempo, fibrose. Isso explica a dor, a resistência à dieta e a progressão.
O que não causa lipedema
- Comer demais ou "falta de disciplina".
- Sedentarismo, embora ele piore os sintomas.
- Celulite ou retenção de líquido.
- Trauma ou cirurgia (essas causas estão ligadas ao linfedema secundário).
O que pode piorar
- Ganho de peso e obesidade associada.
- Fases hormonais sem acompanhamento.
- Falta de movimento e de compressão quando indicada.
- Inflamação sistêmica (alimentação, sono ruim, estresse crônico).
O que isso significa para o tratamento
Como a causa é multifatorial, o tratamento também é: controle da inflamação (alimentação, movimento), proteção do tecido (compressão), atenção às fases hormonais e acompanhamento contínuo. Conheça as frentes do tratamento do lipedema na LipeOne.
