A dor no lipedema não é "frescura"
Dor à palpação, sensação de peso, pernas que doem ao fim do dia e hematomas com pequenos traumas são critérios diagnósticos do lipedema, não exagero. A dor tem componentes inflamatório, mecânico e, com o tempo, de sensibilização do sistema nervoso. Tratá-la é parte central do cuidado, não um detalhe.
Como avaliamos
- Tipo e padrão da dor (ao toque, em repouso, ao esforço, noturna).
- Gatilhos: calor, tempo em pé, ciclo hormonal, atividade de impacto.
- Impacto no sono, no humor e na rotina.
- Escalas validadas, repetidas a cada reavaliação para medir resposta.
O que o plano pode incluir
- Medidas clínicas para controle da dor e da inflamação, individualizadas e revisadas.
- Terapia compressiva adequada ao estágio (malha plana quando indicada).
- Movimento orientado pela educação física, com baixo impacto e progressão segura.
- Fisioterapia e drenagem quando há componente de edema.
- Educação e autogestão: entender o que piora e o que alivia dá autonomia à paciente.
- Apoio psicológico, porque dor crônica e saúde mental caminham juntas.
O que não fazemos
Não prometemos "fim da dor" nem usamos protocolos iguais para todas. O objetivo é controle consistente, com metas combinadas e ajustes conforme a resposta.
