O lugar da cirurgia no tratamento
O Consenso Brasileiro de Lipedema (2025) é claro: o tratamento conservador vem primeiro e acompanha a paciente por toda a vida. A cirurgia é uma ferramenta para casos selecionados, não o primeiro passo nem a única saída. Isso não diminui o seu valor: para a paciente certa, no momento certo, ela melhora dor, mobilidade e qualidade de vida de forma sustentada.
Quando a cirurgia pode ser indicada
A indicação considera o conjunto, nunca um critério isolado:
- dor e sensibilidade que persistem apesar de compressão, exercício orientado, controle da inflamação e manejo da dor feitos de forma consistente;
- limitação funcional: dificuldade para caminhar, atrito entre as coxas, impacto nas articulações;
- progressão do volume mesmo com o tratamento conservador;
- condições clínicas que permitam o procedimento com segurança, incluindo controle de peso quando há obesidade associada.
Como é feita
A técnica mais usada é a lipoaspiração tumescente ou assistida por jato de água (WAL), com cânulas finas e movimentos no sentido dos vasos linfáticos, para reduzir o risco de lesá-los. Áreas extensas costumam ser tratadas em mais de uma etapa, com intervalo entre elas. O procedimento é feito em ambiente hospitalar, por cirurgião com experiência específica em lipedema.
Riscos
Como toda cirurgia, tem riscos: sangramento, infecção, trombose, seroma, irregularidades de contorno, fibrose, alteração de sensibilidade e, raramente, lesão linfática. A avaliação pré-operatória, a técnica adequada e o pós-operatório bem conduzido reduzem esses riscos, mas não os eliminam.
Recuperação
- Compressão contínua nas primeiras semanas, depois diurna.
- Drenagem linfática e fisioterapia no pós-operatório, para controlar edema e fibrose.
- Caminhada precoce; retorno gradual ao exercício conforme liberação.
- O resultado final de contorno pode levar meses.
O que a cirurgia não faz
- Não cura o lipedema: o tecido remanescente pode evoluir.
- Não substitui compressão, exercício e alimentação.
- Não é tratamento para obesidade.
Como a LipeOne conduz
A cirurgia vascular e a equipe avaliam a indicação, preparam a paciente, documentam o tratamento conservador prévio (importante também para o plano de saúde) e acompanham o pós-operatório. A decisão é compartilhada e registrada.
